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Carta Aberta ao Amor (E aos amantes)

Por Viviane Nunes

Inicio essa publicação dizendo ao amor que ele é livre, porém requer cuidados muito específicos. Para começar, é importante saber que, mesmo livres amar nos traz obrigações, como tudo na vida.

É que o amor verdadeiro é passarinho, feito para voar livre, mas acaba sempre voltando ao ninho, ou construindo novos caminhos.

Amor não é posse, é querer repousar. É querer estar, permanecer, ficar, mas também saber a hora certa de calar.

Amar é respeito, admiração, carinho, cuidado que não se pede nada em troca. É a beleza que mora no olhar, no jeito de falar, mas também se ama sem concordar!

E os amantes não são iguais, talvez complementares, mas nunca iguais. Eles divergem, discutem até, e ainda assim se amam, mesmo quando não parece.

Tem amor que é manchete de jornal, que grita, fala, derrama, declara, proclama. E tem amor que deixa mudo, que se guarda em segredo, que se proíbe viver, que sonha e espera tudo.

Tem amor que vive escondido, se nutre de detalhes tão sutis que só os amantes podem ver e sentir.

Tem amor que espera e nunca cansa, que se alimenta na esperança, que sonha acordado e cresce sozinho, apagado.

Tem amor que se nega! É aquele que não se admite, não se assume, se resume até, mas não se vence.

Mas tem amor que sufoca?
Não!
O amor não sufoca, não se provoca, não incita a dor, nem se prende. O amor não humilha, não transtorna, não agride. Para isso há que se preocupar e muito, pois o nome é confusão e o confuso confunde outro coração.

Foto: Divulgação