Por Reinaldo Adri
Os probióticos são micro-organismos vivos que quando ingeridos em quantidades adequadas estimulam a proliferação das bactérias do bem no nosso intestino – enriquecendo o que chamamos de microbiota intestinal.
Uma microbiota intestinal saudável é capaz de manter o equilíbrio das funções intestinais, o que reflete no nosso organismo como um todo. Um intestino com saúde e que funciona bem atua na produção de substâncias responsáveis pela nossa imunidade, nos protegendo de infecções externas, além de produzir neurotransmissores responsáveis pelo bem estar (serotonina, dopamina), contribuindo assim para nossa saúde psíquica.
A microbiota intestinal é variável de pessoa em pessoa, sendo influenciada por inúmeros fatores como nosso tipo de parto (normal ou cesáreo) e até mesmo pelas características culturais do meio em que estamos inseridos. Outros fatores não menos importantes são a nossa história de vida emocional e física, a nossa dieta e prática de atividades físicas.
Por serem considerados suplementos, são capazes de contribuir para a manutenção da saúde do nosso intestino, através da influência naquele que é considerado o grande órgão regulador da homeostase (equilíbrio) intestinal e global, que é a microbiota. Como já dito, os probióticos são capazes de estimular a proliferação de bactérias benéficas em detrimento de bactérias prejudiciais, ou seja, aquelas que nos causam doenças.
Dessa maneira, interferem positivamente no combate às doenças crônicas como as dislipidemias (colesterol e triglicerídeos), hipertensão, diabetes e até mesmo naqueles paciente com problemas psiquiátricos e no fígado.
Nas diarréias agudas é onde exercem seu papel mais comprovado cientificamente, reduzindo o número de evacuações e o tempo de diarreia. Quando fazemos uso de antibióticos, muitas bactérias saudáveis também acabam por ser exterminadas e nesse sentido, estas substâncias também promovem benefícios.
Diversos estudos mostraram que a microbiota saudável contribui para o equilíbrio de disfunções do eixo cérebro intestino, tão afetado nas doenças funcionais gastrointestinais, como a síndrome do intestino irritável.
Como já falamos, uma flora bacteriana saudável é responsável pela produção de substâncias envolvidas com o nosso humor e prazer, portanto quadros de disbiose também podem contribuir para maior incidência de casos de depressão e ansiedade, pela diminuição na produção de serotonina.
Atuar na manutenção das funções imunológicas, nos protegendo de infecções; Produção de hormônios e neurotransmissores; Reduz o tempo de doença nas diarreias agudas e naquelas causadas pelo uso de antibióticos; Auxilia no combate de transtornos emocionais – depressão e ansiedade; Diminui a incidência de obesidade e doenças alérgicas; Auxilia no controle de doenças crônicas como o diabete e a hipertensão, diminuindo até mesmo as chances da incidência de câncer; É capaz de minimizar os efeitos de dor e distensão abdominal da síndrome do intestino irritável.
3 maneiras de consumir probióticos
Nosso organismo pode ser “abastecido” de probióticos de três diferentes formas. Neste momento vale ressaltar que, antes de incluí-lo em sua dieta, é importante consultar um médico ou nutricionista. A partir da avaliação de um profissional, você poderá garantir que seu intestino será colonizado por uma cepa adequada. Confira a seguir algumas opções:
Consuma alimentos naturalmente ricos em probióticos
Ingerir alimentos fermentados ainda é a melhor forma de consumir probióticos, uma vez que a fermentação é o processo pelo qual as bactérias decompõem os açúcares de um alimento, liberando gás, álcool ou ácidos. É esse processo que transforma o leite em iogurte, o repolho em kimchi e o chá em kombuchá.
O resultado final é um alimento rico em probióticos altamente indicado para o seu intestino. Como esses alimentos possuem probióticos, você estará aumentando a população de bactérias boas em seu intestino, colocando a saúde a seu favor.
Dentre outros alimentos ricos em probióticos ainda podemos destacar: Leite fermentado; Kombucha; Azeitonas em conserva; Queijo; Kefir; Iogurte; Picles; Coalhada; Missô; Shoyu;
Invista em um suplemento probiótico
Converse com seu médico, existem inúmeras marcas no mercado, lembrando-se que PROBIÓTICOS NÃO SÃO IGUAIS E NÃO DEVEM SER MANIPULADOS NUNCA!!!
Aumente a ingestão de fibras
A fibra também pode ajudar a aumentar a população de bactérias boas já que podem ser consideradas prebióticos, ou seja, precursores dos probióticos em seu intestino.
Sendo assim, ao ingerir fibras ditas prebióticos você estará oferecendo substrato para as bactérias boas do seu intestino, estimulando sua sobrevivência e proliferação.
Existe um tempo estipulado para se fazer uso de probióticos? Tem alguém que não pode tomar?
Não há limites estabelecidos para o uso da suplementação com probióticos, desde que este seja feito de forma controlada e acompanhada por profissional capacitado, que é seu médico.
O consumo deve ser evitado em caso de doenças críticas ou muito graves, como pacientes em estado crítico na UTI e naqueles pacientes portadores infecções graves e SIBO (supercrescimento bacteriano do intestino delgado), nos quais os probióticos podem piorar os sintomas.






