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Prêmio IEL seleciona os melhores projetos de estágio em Mato Grosso do Sul

Em uma mistura de esperança e ansiedade, os estagiários, professores e representantes das instituições que concorreram ao Prêmio IEL de Talentos 2026 esperavam os resultados do concurso na cerimônia de premiação nesta terça feira, realizada na Faculdade Senai de Construção na capital. A iniciativa premia os projetos de destaque no meio do estágio, reconhecendo talentos e organizações que contribuem não só para o desenvolvimento profissional e do setor produtivo, mas para a transformação de vidas e carreiras.

“No ano passado, nós inserimos quase 6.500 estagiários no mercado de trabalho. Esse é um número que me traz muita satisfação porque a gente ajuda a mudar a vida dessas pessoas”, afirma o superintendente do IEL MS, José Fernando Gomes, que representou o presidente da Fiems Sérgio Longen durante a cerimônia. “A gente tem surpresas constantes com o que os jovens podem fazer, com o que eles podem trazer. São jovens querendo uma oportunidade na sua vida e o IEL tem dado essa oportunidade. É muito gratificante”.

Após a premiação em Mato Grosso do Sul, os vencedores poderão participar da etapa nacional do prêmio, prevista para acontecer no mês de dezembro em Curitiba. “No nacional eles poderão ganhar um projeto de aceleração de carreiras, com a participação em um evento de inovação da América Latina, e também concorre à etapa internacional”, conta a representante do IEL nacional, Isabelle Melo. “Aquilo que a gente faz com dedicação, amor e responsabilidade nos faz alcançar os resultados que buscamos”, incentiva José Fernando.

Estabelecendo uma conexão com o público do evento, a apresentação ficou a cargo da jornalista da Fiems, Mariana Cintra, com o apoio da estagiária de jornalismo da Federação, Isadora Prado. “Foi uma experiência muito legal, foi desafiadora também. Aqui no estágio, eu consigo fazer um pouquinho de cada coisa e já tenho um pouco de experiência em gravar vídeos mostrando as vagas de estágio do IEL, mas apresentar esse prêmio foi muito especial, muito importante. Eu fiquei muito animada e nervosa, também! Mas eu consegui ver, na hora, que realmente escolhi a profissão certa”, conta Isadora, sorrindo.

Premiados

Daniel Moreira é estudante de pedagogia e recebeu o primeiro lugar na categoria Estagiário Inovador – Grandes Empresas este ano. Representando o Núcleo de Educação Especial de Três Lagoas (NUESP) na Escola Municipal Eufrosina Pinto, Moreira desenvolveu painéis pedagógicos táteis com materiais reciclados para ajudar crianças com transtorno do espectro autista (TEA) a organizar suas rotinas, apoiando sua comunicação e autorregulação. “A própria criança, junto ao estagiário ou professor, pode ir modulando, montando ativamente essa rotina escolar, entendendo o que vai acontecer no dia dela e reduzindo, assim, as crises que uma criança TEA pode ter com algumas mudanças”.

Já o ganhador da categoria Estagiário Inovador – Micro e Pequenas Empresas 2026 é Lucas Freitas, do Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS), desenvolvendo uma pesquisa sobre a fauna silvestre em áreas urbanas para aproximar sociedade e ciência. “Um dos principais projetos que estou desenvolvendo com a UFMS é uma iniciação científica que vai mapear os tamanduás de Campo Grande na área urbana, junto com serpentes também”, descreve.

Além da premiação de Lucas, o ICAS recebeu também o primeiro lugar na modalidade Estágio Inovador – Micro e Pequenas Empresas. O primeiro lugar da categoria Estágio Inovador – Grandes Empresas foi concedido à Prefeitura do Município de Chapadão do Sul e a categoria Educação Inovadora – Ensino Superior teve como vencedora a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. “O ICAS, o IEL e a UFMS já abriram todas as portas pra mim. Então, ganhar esse prêmio… eu sinto orgulho por poder levar isso para todas as instituições que me apoiaram. Acho que é minha forma de retribuir tudo o que eles fizeram por mim”, comenta Lucas.

Sobre o significado do reconhecimento oferecido pelo prêmio, Daniel cita situações muito comuns a quem escolheu a docência como profissão.  “Quando a gente ensina, o que a gente recebe de volta é um ‘obrigado, tio’, é ver a criança aprendendo a escrever, falando ou lendo uma palavra nova. É algo sentimental, não é algo palpável. Agora, a gente tem algo palpável para lembrar desses dias em que a gente recebe um ‘obrigado, tio’. É muito gratificante e é um impulso para que a gente esteja aqui de novo no ano que vem”.