Segundo o último Relatório Mundial da Felicidade da Onu, o Brasil é o 38ª país mais feliz do mundo, mas é possível subir mais no ranking.
Afinal, o que é felicidade? Esta pergunta está entre as mais filosóficas e elementares dos seres humanos. Entretanto, em tempos em que a depressão atinge cerca de 300 milhões de pessoas, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, se torna mais uma questão de sobrevivência do que de curiosidade.
Psicanalista, Samiza Soares aponta que o conceito de felicidade vem atrelado a uma busca incessante, isso porque o estilo de vida contemporâneo e a velocidade com que as coisas acontecem fazem com que o ser humano viva de maneira cada vez mais automática, sem perceber os próprios sentimentos. “Esse cenário nos faz, inclusive, olhar para a nossa felicidade como algo atingível. Erroneamente?, pensamos que seremos felizes com um carro do ano, quando tivermos o amor da vida ou o emprego dos sonhos, sempre quando algo acontecer e nunca no momento presente”, analisa.
É por isso que, normalmente, o sentimento de frustração se sobrepõe ao de felicidade. “Com isso fazemos com que a tão sonhada felicidade esteja ligada a uma busca ininterrupta, pois, quando atingimos o esperado objetivo, a sensação de felicidade não chega, e aí então vamos criando novos objetivos para trazer felicidade e entramos em um ciclo sem fim”, pontua.
Entender que felicidade não é ausência de problema
Não estranhamente, a felicidade está relacionada com a ausência de problemas, o que segundo a psicanalista é um comportamento que impede o indivíduo de experimentar e viver o sentimento de estar contente. “A vida perfeita não existe. Se atrelarmos felicidade a esse estado de plenitude sem preocupações, a verdade é que ela notará mais os momentos de tristeza, melancolia e dificuldade que qualquer outra coisa”, diz.
Segundo a especialista, é necessário consciência que a felicidade não é a ausência de problema, mas sim um estado de espírito que independe de situação e lugar. A busca por ela está relacionada com o grau de entendimento que há aspectos positivos do ser humano e de como estes pontos são trabalhados para tornar a vida mais gratificante, pontua Samiza Soares.
Aprender a reconhecer os detalhes
Um exercício interessante para quem quer trazer mais felicidade para a própria vida é o de processo de autoconhecimento e de pequenas ações diárias. “O primeiro passo é reconhecer as sensações que cada situação causa, seja ela frustração, medo, insegurança, euforia, ansiedade ou divertimento. É preciso se fazer presente e refletir sobre como você se sente em relação aos acontecimentos, se força a sair do automático”, recomenda Samiza.
Exercer a gratidão
Praticar diariamente gratidão, principalmente pelas coisas mais simples, é outro ponto para praticar cotidianamente. “ Sugiro, inicialmente, fazer um diário de gratidão por tudo o que temos em nossa vida. Isso nos ajudará a identificar coisas simples que fazem o nosso dia melhor. Os motivos para ser feliz são diferentes para cada pessoa, visto que tudo depende dos valores e das experiências de cada um. Ser feliz depende muito diretamente do sentido que cada pessoa dá para as situações e para as coisas que ela valoriza, além de sua capacidade individual de aceitar o que a vida tem para oferecer”, pontua.
Priorizar você
Apesar de empatia e amor ao próximo serem valores muito cobrados pelas pessoas, a psicanalista Samiza Soares recomenda que, através do autoconhecimento, a pessoa entenda que pensar em sua própria felicidade não é egoísmo. “A atitudes egoístas são diferentes, pois são aquelas que se sobrepõem ao bem comum e fazem mal ao próximo”, diz.
Além de oferecer o trabalho especializado com atendimentos on-line e presencial, Samiza também é uma referência na internet. No Instagram, onde possui mais de 50 mil seguidores, ela faz postagens diárias sobre a importância do terapeuta e no enfrentamento das questões do dia a dia. (@samiza)






