Por Vivianne Nunes
O difícil é se tocar e perceber quando deixou de ser um relacionamento e passou a ser uma deformidade. Passam do ponto, a ponto de colocar junto nesse caldeirão de emoções, as pessoas que os cercam. Dessa forma, adoecem o ambiente.
O ciuminho, que no começo era coisa de casal apaixonado, de repente cresce tanto que as palavras fogem da boca como tiros. Alvejam um ao outro com balas de desrespeito.
O que sobra é estilhaço por toda a parte.
A essa altura da vida, estão cegos, mas ao redor todo mundo já notou. Não é amor, nunca foi. Era uma busca desenfreada por si mesmo, uma vaidade desembestada, uma vontade de aprisionar o outro.
As correntes que aprisionam as pessoas são sentimentos mascarados, cheios de rancor, de mágoa e de uma vontade enorme de engolir o outro. Como serpentes envoltas, o casal envenenado, não existe mais.
Era amor, virou doença!
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