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Vício e dependência das redes sociais

Por Samiza Soares

Muitas pessoas não imaginam mais sua vida sem compartilhar absolutamente tudo o que fazem ou sem exibir suas fotos nas redes sociais esse costume das redes sociais pode ser viciante e ter os mesmos efeitos de qualquer outra dependência: ansiedade, dependência, irritabilidade, falta de autocontrole…

MICHAEL ZAJAKOWSKI/TNS/NEWSCOM

Estudo realizado pela Chicago Booth School advertia, cinco anos atrás, que o Instagram, o Facebook, Twitter e outras redes sociais têm o poder de viciar superior à do cigarro ou da bebida alcoólica porque, entre acessá-las é gratuito. Imagine, se o próprio criador do IPad, IPod, IPhone, Steve Jobs, limitava o tempo de uso de seus filhos com a tecnologia — significaria que, provavelmente, imaginava que as redes sociais poderiam afetar a juventude.

 

“Conectando-se às redes sociais sempre que possível”; “Fique on-line o mais rápido possível”; “Faça assim que se levantar e seja a última coisa a fazer antes de dormir”; “Reduza o tempo gasto em tarefas habituais, como comer, dormir, cumprir obrigações”. Todas essas afirmações são sinais claros de um “Viciado em Redes Sociais”, você se ver nelas?

Instagram, WhatsApp e Facebook, são as três redes mais utilizadas no mundo. No longo prazo, esses tipos de atitudes podem acabar sendo prejudiciais. Não saber como gerenciar o uso das redes sociais pode levar a inúmeras consequências negativas, como prejudicar nossos relacionamentos, nossa concentração ou causar estresse e ansiedade.

Redes sociais e sistemas de mensagens são encantadores porque seus sistemas operacionais envolvem resposta rápida, recompensas imediatas e interatividade. A princípio, o uso é muito bom, desde que não negligenciem das demais atividades de uma vida normal, trabalhar, praticar esportes, praticar hobbies, sair com amigos ou interagir com a família.

O vício é uma dependência de substâncias ou atividades prejudiciais para a saúde ou equilíbrio psíquico, por exemplo, o uso de videogames — já relacionado como doença pela Organização Mundial de Saúde (OMS) —, o trabalho compulsivo, o jogo on e offline e, para muitos, também o uso em excesso das redes sociais que, na realidade, já computam com mais de 3 bilhões de usuários ativos em todo o mundo. No entanto, com os elevados números, os especialistas avaliam que só uma pequena porcentagem desses 3 bilhões mostra uma verdadeira dependência das redes sociais.

Entre as causas mais reconhecidas da dependência das redes sociais se encontra a carência, a baixa autoestima, a insatisfação pessoal, a depressão ou hiperatividade e, inclusive, a falta de afeto. Muitas vezes, também são aqueles que navegam na busca do prazer com o único propósito de anestesiar o seu sofrimento. A diferença é que eles não percebem o vazio que experimentam.

Há algum mal das pessoas se viciarem em story, feed e outros? O viciado desfruta das benfeitorias da gratificação imediata, mas não percebe as imagináveis implicações negativas em longo prazo.

Assim sendo, o excesso das redes sociais pode provocar o isolamento, o mau desempenho social, o desinteresse por outras questões e até mesmo alterações de comportamento como irritabilidade, bem como estilo de vida sedentário ou distúrbios do sono.

O que motiva a dependência? O limite é confuso, mas existem alguns sinais que dão bastantes pistas sobre se essa dependência das redes sociais existe ou não:

– Nervosismo quando não se tem acesso à Internet, ou não funciona ou está mais lenta do que o habitual;

– Olhar as redes sociais assim que se levanta e antes de se deitar;

– Se sentir inquieto se não tiver com o celular ao alcance;

– Caminhar usando as redes sociais;

– Sentir-se mal se não receber likes (curtidas), retweets ou visualizações;

– Usar as redes sociais enquanto dirige;

– Preferir a comunicação com amigos e familiares através de redes sociais em vez de frente a frente;

– Sentir a necessidade de compartilhar qualquer coisa da vida diária;

– Achar que a vida dos outros é melhor do que a sua, em função do que vê nas redes;

– Fazer check-in para cada local ao qual vai.

Deixo aqui algumas práticas simples que são muito eficientes para prevenir a dependência das redes sociais, pois como acontece com todas as dependências, prevenir é mais fácil do que remediar:

1-            Colocar um tempo mínimo de 15 minutos entre conexões;

2-            Abstrair do celular em momentos-chave do dia (café da manhã, almoço ou jantar);

3-            Desativar as notificações automáticas;

4-            Ativar o modo silencioso quando for dormir;

5-            Extinguir aplicativos e abandonar grupos de WhatsApp desnecessários;

6-            Colocar um tempo mínimo por dia para desenvolver atividades totalmente desconectadas — como praticar esporte, abraçar, ler ou ouvir música;

7-            Reduzir o número de amigos nas redes sociais, viva os amigos e amores na vida real.

Se observamos com mais atenção ao que acontece na tela do que ao que acontece na realidade, as implicações podem ser catastróficas. Interagir com outras pessoas e pensar sobre nossa saúde são prioridades muito mais importantes do que a internet, e isso é algo que devemos ter em mente.

Caso você tenha se identificado com algo, saiba que, assim como sua mente entrou nesse estado de dependência, você tem absoluta capacidade para modificar isso e encontrar um novo propósito para a sua vida. A sua felicidade está em suas mãos!

Terapeuta e Palestrante formada em psicanálise e hipnoterapia clínica verbal e não verbal pelo Instituto Lucas Naves, Omni Hypnosis Training Center e pelo Instituto Brasileiro de Psicanálise Clínica (IBPC).

Iniciei minha trajetória há mais de 6 anos nas áreas de psicanalise, terapia de desenvolvimento pessoal, comportamental, humano e profissional com protocolo de atendimento para executivos de alta performance. Desenvolvo abordagem com ferramentas de Hipnose Clínica, entre outros com formações nacionais e internacionais. Atuo em alguns países e cidades como, São Paulo, Rio de Janeiro, Estados Unidos e Portugal com atendimentos online e presenciais.
As sessões de terapia são de forma individuais e com casais, atendendo em consultório particular, plantão terapêutico emergencial, além de atendimento domiciliar e atendimento on-line.

Samiza Soares

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Foto: Divulgação